Entradas do Agosto 2008
Já está rolando a algum tempo na cidade a terceira edição do São Paulo Restaurant Week. O evento que também acontece em cidades como Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife e Brasília é perfeito para aqueles que adoram experimentar a inventividade dos grandes chefs, mas não tem um caminhão de dinheiro para gastar em restaurantes.
São ao todo 50 restaurantes que oferecem a um preço fixo de R$ 25 reais no almoço e R$ 39 reais no jantar uma combinação de entrada, prato principal e sobremesa. Além do preço fixo do cardápio é cobrada na taxa de serviço a quantia de R$ 1 real, que não é obrigatória, mas que é revertida para Fundação Ação Criança, que alimenta 5 mil crianças diariamente de 0 a 7 anos. Ou seja, não faz nenhum sentido você deixar de contribuir.
Entre os restaurante paulistanos estão nomes como Capim Santo, AK Delicatessen ( que tem o menu mais inventivo e interessante entre todos que ví ), Eñe, Lê Petit Trou, Lola Bistrot, Tête à Tête, entre outros.
É importante lembrar que alguns restaurantes trabalham com o menu na hora do almoço ou na hora do jantar ou nos dois horários.
Vou deixar abaixo o link oficial do São Paulo Restaurant Week, onde você pode se informar sobre todos os restaurantes participantes, os cardápios e horários.
http://www.restaurantweek.com.br/
Onde será que eu vou hoje?

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Outro dia aqui em casa resolvi fazer uns daqueles sanduíches gigantes, com o pão bem tostadinho e uma quantidade imensa de coisas entre dele. Lembro que coloquei um pouco queijo, agrião, um restinho de pastrami e mostarda dijon, mas o que deu aquele cara de sanduba destruidor foi o ovo frito.
Não importa onde você esteja e o quão tosca seja a sua cozinha, sempre dá pra fazer um ovo frito, o que o torna a refeição principal daqueles que morrem de preguiça de cozinhar, dos solteiros e repúblicas estudantis (inclusive a minha, que era de gastronomia ainda).
Vou passar aqui as instruções para um ovo frito correto, com a clara bem branquinha e firme, o fundo tostadinho e a gema bem molinha.
Comece aquecendo uma frigideira pequena em fogo alto com uma colher de chá de manteiga. Espere que a manteiga derreta completamente e então quebre o ovo sobre ela, abaixando então o fogo. Tempere o ovo com uma pitada de sal e pimenta do reino moída na hora.
Agora a parte do truque. Não fique cutucando o ovo com a espátula ou mexendo a frigideira durante o processo. Deixe que o ovo cozinhe tranquilamente, sem pressa ou afobação.
Fique atento a clara do ovo. Quando ela estiver completamente branca e firme cheque a parte de baixo para ver se ela está tostadinha. Se não estiver, espere mais alguns minutos até que ela fique douradinha e crocante.
Caso você goste da gema bem durinha (como é o caso do meu primo Samuel, que tinha discussões calorosas com a minha avó sobre o tema), deixe que o ovo frite o tempo todo no fogo alto ou vire o ovo durante o processo, o que na minha opinião, é um pecado.
Agora, como você gosta do seu?

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Eu lembro que era Janeiro, fazia calor e eu voltava do Rio. Depois das festas de fim de ano no berço da malandragem e um tempo que eu não queria que tivesse fim, voltei pra paulicéia com uma saudade louca de botequim, cerveja gelada e bolinho de aipim com carne seca que estalava de crocante e derretia na boca.
Peguei um carona com meu pai, que apesar de morar no meio do mato e não gostar muito dos ares paulistanos, sabe todos os divinos lugares de se comer por aqui. Em um desse caprichos de começo de ano a tarde, sem nada pra fazer, eu fui conhecer a Sara.
O Bistrô da Sara (ou Buraco da Sara para os antigos) fica em um porão incrível demais pra existir na Rua da Graça, N º 32, no Bom Retiro, quase esquina com a rua Ribeiro de Lima, na região central da cidade. Com o nome de Buraco da Sara, o restaurante foi o principal reduto da colônia judaica em São Paulo por 40 anos, virando o Bistrô da Sara, no atual endereço, há 7 anos.
Os pratos são oferecidos na forma de buffet, chamam a atenção pelas cores e propõem combinações não tradicionais de texturas e sabores, que resultam em combinações memoráveis. O cardápio muda diariamente de acordo com os ingredientes, ou seja, pratos elaborados sempre com o que vem direto da horta.
Outro elemento que encara bem o restaurante é a decoração: todas as toalhas de mesa e guardanapos são diferentes, compradas nas diversas tecelagens existentes já no tradicional bairro judaico. Objetos de decoração também dão aquele ar vintage como o grande móbile que fica pendurado na janela que dá para a rua. Tudo foi garimpado também pelas ruas do bairro, o que dá mais aquela sensação de casa do vó.
Pra ir, comer e se esparramar no sofá à tarde.

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Como todo domingo preguiçoso que se preze esse é um post também preguiçoso de uma sobremesa que fiz aqui em casa hoje. Não demora mais do que uns 20 minutos pra preparar e acaba com aquele ataque “chocólotra” que toma conta de você. Gosto de fazer com a massa bem fininha e crocante. E, quanto melhor for o chocolate que você usar, melhor será o sabor.
Tartelete de Chocolate ao cacau 80%
Para a massa:
- 175 gr de manteiga
- 100 gr de açúcar de confeiteiro
- 1 pitada pequena de sal
- 250 gr de farinha de trigo
- 2 gemas de ovos
- 2 colheres de sopa de leite frio
Para o Recheio:
- 315 ml de creme de leite fresco
- 2 colheres de sopa (rasas) de açúcar branco refinado
- a menor pitada de sal que você conseguir
- 115 gr de manteiga amolecida
- 455 gr de chocolate em pedaços
- 100 ml de leite
- cacau em pó para finalizar
Nota: É importante usar um chocolate de qualidade. Infelizmente os chocolates nacionais não especificam a sua quantidade de cacau, além de ser acrescentado a sua composição açúcar, o que resulta em uma torta doce e enjoativa. Para essa receita a melhor opção são os chocolates importados com cacau em torno de 70% ou 80%. Suíços ou belgas são uma boa opção.
Modo de Preparo:
Comece preparando a massa com a ajuda das mãos, transformando a manteiga, o açúcar e o sal em um creme. Depois misture a farinha e as gemas e mexa mais com as mãos até obter uma massa que se pareça com migalhas grossas de pão. Adicione então o leite frio e bata levemente até obter uma bola de massa. Cubra uma forma de torta que tenha fundo removível com uma camada fina e leve para assar no forno pré-aquecido à 180 graus até ficar dourada. Reserve.
Importante! Não se deve sovar demais a maça, senão ela vai ficar borrachuda e encolher quando for assada.
Em uma panela coloque o creme de leite, o açúcar, a pitada de sal e leve a fervura. Quando o conteúdo ferver retire do fogo e acrescente a manteiga e o chocolate, mexendo que tudo derreta completamente. Adicione então o leite frio e bata até obter um creme macio e brilhante.
Despeje a mistura dentro da massa assada, de uma sacudida para distribuir o recheio uniformemente e deixe esfriar até a temperatura ambiente. Na hora de servir polvilhe com cacau em pó.
Gosto muito de servir com morangos frescos. Framboesa também é uma boa opção, como também um creme batido leve ser açúcar.

Tartelete de cacau ao chocolate 80%
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