Chef-à-Porter

Entradas do Setembro 2009

Sanduíche de Pernil

Setembro,29 , 2009 · 3 Comentários

No domingo me deu vontade de comer um sanduíche de pernil.

Confesso aqui que sou fã, doido, louco, tarado mesmo por um sanduíche daqueles bem feitos, com o carne bem macia, aquele molho que ficou assando junto com o pernil, embrulhado por um pão fresquinho. Não consigo pensar em nada melhor, juro.

Saí pela Peixoto, subi a Augusta e fui em direção ao BH, que fica ali na esquina na mesma rua com a Luís Coelho, pertinho da Av. Paulista. Sentei no balcão e fiquei olhando o movimento.

Coladinho no balcão

Você que está aí lendo e que só vai a restaurante emperequetados, cuidado! Esse post não é para você! Ainda é tempo de parar de ler e ir comer alguma coisa nos jardins ou Higienópolis, mas garanto que você vai estar perdendo uma das melhores coisas da vida.

Não fiquei enrolando muito e pedi de cara o sanduba. A coisa toda também é bem rápida, sendo que você vê todo o processo de criação, que eu adoro. Corta pernil, pernil na chapa, pernil no pão, você feliz. O processo não demora mais do que 5 minutos e o que chega pra você, é issoSanduba de Pernil

Pão torradinho, fatias fininhas de carne suculenta junto com o molho que assou todo o tempo junto com o pernil e queijo. E é isso. Ataquei e fui comendo em paz. A carne tá escapando por um canto do pão? Empurra ela com o dedo de volta. Pingando gordurinha do dedão? Chupa o dedo. Não vale nenhum tipo de censura o pudor, o que importa é aproveitar.

Depois de tudo não tem mais nada o que dizer.  Só alegria.

O final da festa

 

BH

Rua Augusta 1533, São Paulo

Telefone: (11) 3283 3653

Aberto todos os dias, o tempo todo, sempre

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Te Amo Vó

Setembro,14 , 2009 · 1 Comentário

Hoje apareci na casa da minha avó portuguesa de surpresa.

Era aquela mesma famosa por me curar com carinhos, gemas e açúcar, mas o uso das suas habilidades lusitanas não eram necessárias na hora, já que meu caso de coração quebrado e arrependido até os ossos não foi curado por açúcar ou qualquer outra gulodice, mas sim, o tempo.

Mas deixemos isso de lado e vamos aos fatos. Nada de receitas por aqui hoje, mas sim a descoberta de toda a magia que correm nos dedos da Sra. Esmeraldina da Conceição: Seus livros de cozinha.

A descoberta dos artefatos só foi possível devido a uma reforma na cozinha que estava acontecendo por lá. Fiquei um pouco chateado na verdade quando vi meu cômodo favorito da casa, onde passei a maior parte da minha infância rodeada por bolinhos de bacalhau e pratos de mingau, desfigurado, sem os tradicionais armários beges que garantiam aquele ar tradicional de casa de vó. Deu uma tristeza por dentro.

Enquanto almoçava e escutava minha avó contar animada como ficaria a cozinha – alguma daquelas bizarrices pré-projetadas e assinadas por arquitetos famosos em dar pés direitos de sete metros a restaurantes nos jardins – vi em um canto os livros e cadernos empilhados, velhinhos, amarelados pelo tempo, mas cheios de memórias e segredos.

Fiquei sabendo que o primeiro deles foi quando aos treze anos, no ano de 1949, minha avó freqüentou no SESI da cidade de Santos um curso de “habilidades do lar”, área mais do que importante quando se queria conseguir um marido.

O tempo passou, minha avó se casou, teve filhos, netos e agora já faz o mesmo míngua que fazia para mim para o seu primeiro bisneto, que chegou faz pouco tempo mas já corre grudado na barra da saia.

Desde lá muitas gulodices passaram pela mesa dos Rodrigues em festas de finais de ano, páscoas, dia das mães, pais, aniversários e tantas outras comemorações alegres ou tristes. Reinaram na mesa, sempre regidos pelas mãos da matriarca e que hoje, são auxiliadas pelas minhas.

Mesmo eu com 24 e ela com 74, só tenho a agradecer, mais do que tudo.

Foi daqui que começou...

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Brincando de Gaudí

Setembro,10 , 2009 · Deixe um comentário

Aconteceu agora pouco aqui em casa.

Queria comer um macarrão no jantar. Nada demais, só mesmo no azeite, com uma pimenta moída na hora e estava de bom tamanho. Coloquei a água no fogo empolgado e comecei a procurar por aquele macarrão, quase místico na sua dispensa, que você jurava que estava lá. Acontece que a massa está lá realmente, mas não se tratava de bavette ou mesmo bucattini. Era um pacote de massa de lasanha. Motivado pela fome e sendo alimentado nesse momento pela preguiça, resolvi usar aquela massa mesmo, só de um jeito diferente.

Primeiro cozinhei as placas de massa em água fervente, com sal e um fio de óleo. Cuidado para não cozinhar muito! As placas de massa têm que ficar um pouco firmes ainda, ou seu macarrão vai ficar mole e de dar pena no final. 

Não pode cozinhar muito!

 

Desligue então o fogo e com a ajuda de uma pinça, retire cada placa de massa de uma vez, colocando sobre uma tábua.

Na tábua

 

Daí então é só alegria. Com a ajuda de uma faca bem afiada – o detalhe é importante, se não a chance de rasgar e grande – corte a massa em formas geométricas, ou em triângulos ou como você achar melhor. Não tem que ser de um jeito só, qualquer um vale.  Não fique viajando muito nas formas, pois você tem que cortar todas as placas que ainda estão na panela antes que elas atinjam o ponto certo.

Brincando de Galdi

 

Depois de fazer os cortes coloque os pedaços de massa em um bowl grande, cheiro de água gelada e um fio de óleo. A água gelada vai fazer com que a massa pare de cozinhar e o óleo, que os pedaços não grudem uns nos outros. Espere cerca de 3 minutos, mexendo com movimentos leves os pedaços de massa com as mãos. Escorra e está pronto pra usar, como você quiser.

Assim ela não passa!

 

O que a fome e preguiça não fazem.

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Crumble com Garoa e Saudades

Setembro,7 , 2009 · 2 Comentários

Véspera de feriado em São Paulo.

Cinema, museu, andar pela Augusta e amigos são sempre coisas ótimas, mas chegando o domingo à noite e com a chuva fininha caindo lá fora, um sentimento de preguiça com tristeza e saudades começa a me tomar. Preguiça por um tempo que nós paulistanos já conhecemos bem e que já deveríamos até estar acostumados, mas que de um jeito ou de outro me manda de volta no passado, onde a garantia de olhares sinceros e beijos mornos parecia sem fim. Por um momento um sentimento de estorvo me tomou e fez com que eu soltasse as mãos, que antes andavam balançando pela rua. O que sobrou foi me sentir perdido, como um cego que anda devagar, com os braços esticados, tateando no escuro.

Daí a tristeza e as saudades.   

Lembrei então da minha avó, uma senhora portuguesa que sempre me embalou nos braços e garantiu que a solução para a maioria das tristezas pode ser curada com gemas, açúcar e algum carinho. Mesmo sem a garantia de carinhos, me pus pronto a fazer uma sobremesa. Nada muito difícil ou demorado, já que precisava acalmar rápido o estômago com algo doce contra o fel que me tomava, e o espírito, revolto como o mar.

Decidi por um Crumble, que apesar de origem inglesa e oposta aos doces de convento, cumpria bem a idéia.

 

Crumble de Maça

 

 Ingredientes:

 - 4 maças verdes grandes

 - 150 gr de manteiga sem sal gelada

 -  100 gr de farinha de trigo

 - 100 gr de amêndoas

 - 50 gr de açúcar

 - Cravo-da-índia em pó a gosto

 - Canela em pó a gosto

 

Modo de Preparo:

Comece picado grosseiramente as maças. Os pedaços realmente não precisam ficar iguais, só mesmo do mesmo tamanho. Se você quiser  pode tirar a casca, mas eu prefiro deixar, tanto por ficar mais fácil, quanto mais nutritivo.

Não precisa ser certinho...

 

Em uma panela grande derreta em fogo brando cerca de 50 gramas de manteiga, juntando a maça em seguida. Acrescente então o açúcar, o cravo-da-índia e a canela em pó e mexa para misturar tudo. Daí por diante a coisa toda toma forma por si própria, só mexa de vez em quando para cozinhar tudo por igual e garantir que nada grude no fundo da panela. Quando as maças estiverem macias, mas não desmanchando, retire do fogo e reserve.

Na panela com cravo, canela e açúcar

 

Em uma tigela junte o restante da manteiga com a farinha de trigo e as amêndoas picadas grosseiramente, até o ponto em que tudo vire uma grande “farofa”. Essa vai ser a cobertura do Crumble.

Farofa de manteiga, farinha e amêndoas

 

Coloque as maças em uma forma e cubra com a “farofa”, levando ao forno bem quente até que a cobertura fique dourada e crocante. Mais uma vez, como sempre digo por aqui, o exercício da observação é necessário. Faça o seguinte: coloque o seu forno no médio e dê uma olhada a cada dez minutos. Não tem o que errar, uma hora ele chega lá.

Saindo do forno!

 

Um crumble fica bom com muitas coisas: creme inglês, sorvete de creme ou uma boa companhia, sendo que nesse caso é perigoso e nada sexy jogar crumble quente sobre quem você gosta.

Faça o seguinte: Seja sempre sincero, dance, cante, dê risada, compre peixes e gatos, mude, durma até tarde, cozinhe, e ande de mãos dadas, nunca deixando espaço vazio entre os dedos.

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São Paulo Restaurant Week – Brasil a Gosto

Setembro,4 , 2009 · Deixe um comentário

Começando minha visita aos restaurantes da São Paulo Retaurante Week, dei uma passada no Brasil a Gosto para ver o que Ana Luiza Trajano tinha aprontado para o evento. Cheguei na hora marcada para a reserva – às 13:30 – e fui muito bem recebido e rapidamente conduzido a minha mesa, aonde me apresentaram o menu do evento.

Já sabia de cara o que queria, tanto que pedi já os três pratos sem pestanejar. Antes, decidi atacar o couvert

Couvert mais que brasileiro

Biscoitinhos de polvilho sequinhos e crocantes vinham dentro de um tradicional pote de barro, enquanto batatas doces, mandioquinhas e mandiocas sequinhas e na finura de um papel apareciam fritas, estourando na boca de crocantes e com uma cor viva. Só fiquei um pouco triste por não estarem quentes, o que garantiria um escândalo de tão bom. Havia ainda duas opções de manteiga, uma tradicional e outra misturada à castanha de baru, o que resultou em um sabor mais vegetal. Também havia um incrível queijo cremoso, acompanhado por um pesto de cheiro verde. Todas as opções estavam muito boas, destacando para a textura cremosa e pela leveza. Os pães também mereciam atenção. Quanto mini opções, sendo elas de pão de leite, abóbora, broa de milho e pão de queijo. Todos quentes, leves e com cor e aroma de primeira.

Passado o couvert, os pratos foram chegando calmamente a mesa, sem pressa ou afobação. Ponto para o serviço, que mesmo dando uma escorregada no começo – me trouxeram a entrada enquanto estava no meio do couvert – sempre foi muito atencioso e rápido.

A entrada, um canapé de banana-da-terra com queijo cremoso e geléia de pimenta agradou no sabor, mas ficou um pouco pesada demais na boca, devido à base do canapé que era pão, junto com as bananas, que já tem bastante massa. A geléia e o queijo tentaram dar aquela umidade para equilibrar o prato, mas não conseguiram.

Canapé de banana-da-terra, queijo cremoso e geléia de pimenta

O prato principal, um bife fino de porco com molho de jabuticaba, purê de inhame e bananas grelhadas também estava muito bom, mas novamente escorregou nos detalhes. O bife estava um sonho, com ótima textura, humidade, cor e um gosto tão pronunciado de porco que parecia daqueles de fazenda. O molho acompanhava com exatidão a carne, com uma cor e textura corretas, alem de ter frutas em grande quantidade e um sabor azedinho, que casava com alegria o porco. O único problema do prato foi o purê, que parecia mais um inhame cozido e amassado. Faltava leveza, volume e brilho, além de sua mistura com a banana provocar a mesma sensação pesada do canapé.

Bife de porco com molho de jabuticaba, purê de inhame e banana-da-terra grelhada

 

A sobremesa foi à melhor parte da refeição, mesmo para mim que não sou muito chegado em doces. Uma bananada de fazenda, morna, cremosa e cheirosa, com uma cor linda acompanhada de um sorvete de nata que parecia uma pluma de tão leve e que não cometia o pecado do açúcar em excesso, além de pralines torradinhos de coco com castanha-do-pará.

Um absurdo.

Bananada com pralines de castanha-do-Pará  e coco com sorvete de nata

 

E foi isso. Paguei a conta, dei aquela contribuição bacana para a Ação Criança, que é a causa principal de todo o evento e me fui andando pela rua, aproveitando o sol da tarde e o vento.

Deu até pra ver o fim da feira na Barão de Capanema.

Fim de feira na rua do D.O.M.

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Jantar, Amigos e Guitar Hero

Setembro,2 , 2009 · Deixe um comentário

Uma terça-feira a noite com calor em São Paulo pede um jantar honesto com amigos.

O dia é mais que perfeito, já que aquela rebordose de segunda já passou e a semana caminha para a sua metade. O calor é a faísca que não deixa você ficar em casa, parecendo que está com uma coceira para ver a rua e conhecidos queridos. A cidade é o palco e o que se segue é uma comida honesta, forjada entre muitas piadas, risadas, ventos mornos e cozinha a quatro mãos.

Aconteceu tudo na casa da Leonora, velha amiga que gosta como eu de comer bem qualquer coisa, desde que feita com honestidade e atenção. Outras semelhanças como David Lynch, preguiça e devaneios também são visíveis, mas serão desconsideradas aqui.

Vendo o que já se tinha na geladeira e pensando em algo leve e não muito trabalhoso para fazer – olha a preguiça aí – decidimos por uma salada de endívias com manjericão limão e semente de mostarda que ficou incrível.

 

Salada de Endívias,  Peito de Peru e Manjericão Limão

Ingredientes:

 - 4 endívias médias

 - 1 maço de baby rúcula

 - 350 gr de peito de peru defumado

 - 1 caixa de tomates cerejas bem maduros

 - 30 ml de vinagre balsâmico

 - 60 ml de azeite-de-oliva extra virgem

 - 30 ml de mel

 - Sal a gosto

 - Semente de mostarda a gosto

 - Manjericão limão a gosto

 

Modo de Preparo:

Lave muito bem a rúcula, as endívias e reserve. Em um recipiente grande faça uma primeira camada com as folhas de rúcula. Não precisa arrumar com muita ordem ou atenção, apena forme uma cama sem deixar espaços. Rúcula, Leonora e Endívias

 

Em seguida comece a despetalar as endívias, mas não vale rasgar nem quebrar as folhas. Faça mais uma camada com as folhas, seguindo a mesma idéia da rúcula: nada de espaços vazios.

Primeiro as indívias...

 

Corte os tomates em pedaços pequenos, do tamanho de um bocado e os espalhe sobre as endívias.

Depois os tomates...

 

Rasgue com as mãos as folhas de manjericão limão e as espalhe sobre as endívias. Uma dica que aprendi a pouco tempo é que rasgar ou macerar as folhas e não as partir usando uma faca ou mesmo uma tesoura, são as únicas formas de extrair todas as suas características, além do perfume extraordinário  e peculiar no caso do manjericão limão.

O manjericão...

 

Por último rasgue as fatias de peito de peru e mande por cima das endívias. De novo, nada de ficar ajeitando ou arrumando, como ficar, ficou.

E por último o peito de perú

 

Faça um vinagrete seguindo a proporção clássica francesa, que caso você não saiba é de uma parte de um elemento ácido para duas de gordura, com o vinagre e o azeite. Bata os dois rapidamente com a ajuda de um fuet para garantir que se emulsionem, juntando em seguida o mel. Bata novamente e reserve. Macere em um pilão as sementes de mostarda até que estejam todas quebradas e as junte ao vinagrete. Tempere com sal a gosto e reserve.

Vinagrete de mel e semente de mostarda

Sirva a salada com cuidado para não desmontar as camadas feitas no recipiente. Tempere com o vinagrete, mas fica aqui a dica: o bacana mesmo é transformar as folhas de endívia em pequenos “lagos” de molho e comer cada uma com todos os ingredientes da salada dentro.

 No prato

 

O resto e papo, cervejinhas e calor.

Amigos em casa

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Guanabara

Setembro,1 , 2009 · 2 Comentários

Contrariando o São Paulo Restaurant Week fui almoçar em uma tradição paulistana. Nada de restaurantes hypadinhos com um pé direito de dezessete metros assinado por algum arquiteto que aparece na tv, aonde os garçons batucam o seu pedido em um palm e voltam a mesa com alguma coisa que supostamente deveria ser comida, mas não passa de gelatina, espuma e toda aquela baboseira tecnoemocional.

Hoje era dia de sol, chapéu panamá e ir dar uma volta no centro velho de São Paulo.

Sem pestanejar me pus pronto, saí de casa e comecei a descer a Augusta.

Descendo!

 

Desci até o final sem pressa nenhuma. Passei o viaduto nove de julho…

Pela 9 de Julho...

 

E depois pela praça Ramos de Azevedo…

Pela Praça Ramos de Azevedo...

 

Continuei reto, até aparecer lá no começo da Av. São João…

Pela Av. São João...

 

Pra finalmente chegar até o Guanabara.

Pra chegar aqui!

 

O Guanabara é um daqueles lugares que eu amo. Parece que o tempo parou e você pode viver a verdadeira essência do restaurante, o que ele é e realmente representa. Um serviço honesto e atencioso, uma comida que lembra a da sua mãe em um ambiente simples que ressalta os prazeres de se comer bem. E só.

Tradição

 

É um daqueles lugares que você acha que não existem mais, com coisas que realmente não existem mais. Quem é que já viu por aí um armarinho de butiquim, recheado com empadinhas, coxinhas e croquetes?

Armário de quitutes

 

Comecei os trabalhos pedindo um chopp que desceu como o paraíso, acompanhado de uma coxa creme. Muita gente por aí deve torcer o nariz, mas por aqui ela é famosa e rainha absoluta.

Covardia...

 

Dei uma olhada no cardápio, mas não estava com vontade de comer um prato, ainda mais com o calor que estava fazendo no centro hoje. Preferi atacar um tradicional Bauru, daqueles com o rosbife bem molhadinho.

Baurú!

 

A sobremesa não podia ser mais tradicional, um pudim de leite que derretia na boca e revelava milhares de bolhinhas de ar. Um despautério de gostoso.

Pudim de Leite

E foi isso. Restava agora era coragem de levantar e fazer todo o caminho de volta.

Fim da festa

 

Pelo menos ainda tinh o sol.

Bar e Restaurante Ao Guanabara

Av. São João 128 (pertinho do prédio do Banespa) – Centro                                   Fone: 3228-0958

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