Chef-à-Porter

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Sorvete e Paçoca

Outubro,23 , 2009 · 4 Comentários

Essa foi outra estripulia que aprontei…

No dia seguinte a vaca preta, o sorvete de creme continuou a aparecendo na hora da sobremesa e eu continuei torcendo o nariz pra ele. Impossível comer aquilo como continuação de umas das mais incríveis refeições que já tive, um bollito a moda antiga feito pelo meu pai, que disse ter ficado igualzinho ao que minha bisavó Corina fazia.

Comecei a pensar como transformar pela segunda vez o tal gelado sem ter que me agredir com aquele gosto de coisa industrializada, feita por gente em máscaras de médico e luvas de borracha. O drama pode parecer forte, eu sei, mas é assim que eu vejo a coisa mesmo. A solução parecia clara como o mais profundo azul do seu em um verão inglês: misturar alguma coisa pra criar uma nova sobremesa. Refrigerante não valia mais – não gosto de coisa repetida, parece falta de criatividade, como gente que vive sempre do mesmo jeito  – o que me fez lembrar daquela paçoca que sempre compro e guardo no bolso, um costume antigo que tenho pra estratégicamente matar uma vontade imperativa de doce que surge de vez em quando.

Procurei por tudo quanto foi canto até que achei a dita dentro do bolso de uma camisa xadrez de flanela, usada mais cedo pra ir tomar café na padoca quando comprei a guloseima de amendoim.

O processo de criação foi rápido e muito parecido com o da vaca preta: copo bacanudo cheio de sorvete, esfarela paçoca, joga no sorvete, mistura, mistura, mistura, tá pronto. Simples, fácil e um alívio instantâneo para aquela coisa que vive dentro de você e que grita por comida boa.

Não dá pra ficar sem

Não dá pra ficar sem

A criação que se deu na mesma toalha com estampas de girassol da Vaca Preta e foi sucesso instantâneo. Rendeu a todos uma colherada e muitos suspiros.

Final feliz pro bollito.

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Feira Andina

Outubro,21 , 2009 · 4 Comentários

Domingo, dia se sair pra rua.

Não que nos outros dias não sejam, mas domingo tem toda aquela coisa de acordar tarde, ir tomar café na padoca, voltar pra casa e começar a pensar o que fazer. Ir pegar um sol na piscina do Pacaembu? Pic-nic em algum parque da cidade? Ou começar a beber desde já com os amigos, já que não era tão tarde assim?

Pensando mais no meu estômago e menos em torrar ao sol, se empanturrar de cerveja ou ver meus quitutes serem atacados por formigas artroses, resolvi ir a um lugar que queria visitar fazia tempo: A feira andina do bairro do Parí. Pra você que está surpresa com à noticia se perguntando “como assim feira andina? Isso existe em São Paulo?” eu lhes digo, sim, ela existe! Fica em uma praça chamada Kantuta , que não é nada difícil de achar pertinho da estação Armênia do metrô. Tudo muito bem organizado e limpo, com música típica tocando o tempo todo e muita gente com a mesma idéia: aproveitar o dia de sol, dar risada e comer e beber coisas boas sem se preocupar com nada.

Com o mesmo espírito me pus rumo à feira, mas um pouco ressabiado. Quando vou a feiras  tenho vontade de comprar tudo que vejo. Pra não acabar falido e com dezenas de sacolas com coisas maravilhosas mas que vão estragar antes que consiga provar todas, uso a mesma técnica daquelas feiras livres de bairro: dou uma percorrida por todas as barracas vendo o que cada uma tem de mais legal e depois faço minhas compras com a consciência tranquila, comprando só que achei mais interessante.

Antes de começar a me esbaldar com o que a feira tinha de melhor, fui provar a raspadinha mais old school que eu já ví. Era feita em uma máquina daquelas de vó mesmo, bem antiga, mas muito bem conservada.

Old School raspadinha

Old School raspadinha

O gelo era moído na hora na sua frente e tingido com uma quantidade absurda de groselha.  A Vivi, grande amiga cozinheira não ficou atrás e pediu uma também. Saímos os dois felizes da vida, tingindo a cara de vermelho que nem criança pequena.

Groselha!

Groselha!

Andando e se lambuzando fui direto pra barraca dos pães, todos fresquinhos e muito bonitos. Muito parecidos com nossas broas de fubá, pois são feitos de milho. Já a textura é um pouco diferente, são mais firmes e não tão aerados, mas garantem um ótimo pão com manteiga, que já andei aprontando lá em casa.

Pão de milho

Pão de milho

Em uma barraca mais pra frente, encontrei dois produtos bem tradicionais dos Andes, que não fazia idéia nem que existiam.

O primeiro de chama papaliza, que parece uma batata, mas não é. Tendo um alto valor nutricional e sendo rico em vitamina c, esse tubérculo tem um grande poder cicatrizante, sendo indicado ao tratamento de lesões da pele e da acne.  Cultivado nos altiplanos de países com Bolívia, Peru, Colômbia e Equador a mais de 2.800 metros de altitude, pode aparecer  ocasionalmente em vales de países como Chile ou Argentina. Cresce sem problemas em ambientes gelados e secos, como também em solos secos, ácidos ou arenosos. Seu cultivo se dá preferencialmente em solos negros, com grande quantidade de fertilizante.

Papaliza

Papaliza

O segundo era milho. Até aí nada demais, só que esse era negro, uma das coisas mais esquisitas e legais que vi nos últimos tempos. A moça da barraca falou que não aquilo não era nada. Na Bolívia – onde ela nasceu e cresceu – existe milho das mais variadas cores, não sendo nenhum resultado de manipulação botânica ou genética.  Achei tão legal que comprei um pó de milho roxo – que é uma das outras variedades – pra fazer um mingau. Imagino que vá ficar algo como um cremogema mutante, mas não vejo a hora de provar.

Milho negro

Milho negro

No final não podia deixar de fazer uma parada pra comer alguma coisa. Já tinha visto uma barraca de salteñas que estavam lindas, douradinhas e com um cheiro de atrair a quilômetros de distância. Ficavam todas juntas dentro de uma estufa que mais parecia um carrossel-televisão-de-cachorro. Não tinha como não provar.

Carrossel!

Carrossel!

Comecei com uma de frango que estava uma estupidez de tão gostosa. A carne muito bem desfiada e temperada, com todos os ingredientes dela cortados de forma igual, bem pequenininho. Dava pra ver ali que era um trabalho de carinho, atenção, de alguém que realmente ama fazer aquilo. Além de tudo estava abarrotada de recheio e a massa de uma leveza e finura sem igual.

De frango...

De frango...

Como era impossível comer só uma mas já estava satisfeito, dividi com a Vivi uma de carne de porco que também estava perfeita. Recheio em abundância e ótimo tempero, repletos de amor e atenção.

E de porco

E de porco

A barraca em questão – que você deve ir comer quando aparecer por lá – se chama Salteña Los Camporales, da simpática família de mesmo nome que prepara e serve essas preciosidades em forma de quitute

Se você for lá, procure!

Se você for lá, procure!

E foi isso. Só faltava me arrastar pra casa, me deitar um pouco e aproveitar o resto do domingo vendo um filme ou ouvindo música. E assim a vida vai.

Feira Andina

Praça Kantuta , s/n – Pari

Pertinho da estação Armênia do metro. Junção entre a Rua das Olarias e Pedro Vicente.

Começa ao meio-dia e vai até o final da tarde. Pra que a pressa?

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Vaca Preta

Outubro,19 , 2009 · 1 Comentário

No final de mais um almoço de domingo na casa do meu pai, me apareceu um pote de sorvete de creme. Não gosto muito de sorvete assim, feito em “massa” – desculpem, mas não pude perder o trocadilho – pois são todos muito doces e pesados, além de levar uma quantidade de conservantes que não é nem bom  pensar a respeito. Não vou dizer que não como, mas passo longe de comprar um.

Todos se serviram, comeram e já estavam acabando quando um lampejo de infância me veio e não pude não me deixar levar por ele: Vaca preta.

Nem precisei levantar da mesa pra preparar. Peguei um copo daqueles bacanudos, completei de sorvete e mandei o refrigerante por cima. O que gosto é que na hora se forma uma espécie de espuma congelada, quase como uma raspadinha, que fica cheia de gás. O sorvete não derrete na hora já que o refrigerante é gelado, e o que se forma é um creme escuro que você não consegue parar de comer.

Vaca Preta!

Vaca Preta!

E você não pensa em mais nada e fecha os olhos. E se lembra de como tudo era ridiculamente simples, que você corria pela rua e raspava metade do dedão no asfalto. Que tocava a campainha e saia correndo ou que tinha vergonha quando uma menina ficava olhando pra você, mas mesmo assim gostava daquilo. Lembra do colo da mãe, da avó, de panela em cima do fogão, mesa e gente, sempre muita gente. Cheiros, música, conversas, tudo esta lá, enquanto o gosto da memória lhe atinge em cheio.

Acabou o que era doce

Acabou o que era doce

 No final sobre só saudade.

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100 Cheesecakes

Outubro,4 , 2009 · 3 Comentários

Finalmente!

Já estava ficando um pouco desconfiado se ia acontecer mesmo, já que pelo sucesso, Luana Azeredo devia estar ficando maluca de tanto fazer cheesecakes. Para a minha sorte ela conseguiu mais uma vez, e eu pude finalmente me deliciar e ajudar o projeto one hundred cheesecakes a ajudar a ONG Banco de Alimentos.

Criador e Criatura

Criador e Criatura

A idéia do projeto funciona da seguinte forma: Você entra no site – www.100cheesecakes.wordpress.com – e escolhe entre uma lista de mais de cem sabores de cheesecakes que existem por lá. Depois encomenda e espera tranquilamente na sua casa, onde um cheesecake lindo e delicioso é entregue pela própria Luana. O valor é o mesmo para todos os sabores, R$ 100 reais, onde 30% do valor é destinado a Luana para cobertura de despesas, e os outros 70%, destinados a ONG Banco de alimentos.

Nham-Nham!

Nham-Nham!

Para quem não sabe a ONG Banco de Alimentos – a qual já comentei por aqui – é uma instituição que tem por fim recolher alimentos aonde eles sobram e que seriam possivelmente jogados fora, e redistribuí-los a comunidades carentes ou qualquer outra instituição que precise de ajuda com alimentação. Além disso, a ONG promove cursos sobre conscientização ao desperdício de alimentos.

Mas melhor que ajudar é comer, e nesse ponto o chessecake cumpriu bem a tarefa. O sabor que havia escolhido foi o deep dark chocolate fudge cheesecake, ou seja, a solução para todos os problemas da sua vida. Uma base que parecia um biscuit de tão leve, um recheio cremoso mas também levíssimo, que combinava com maestria o chocolate com o queijo, além de uma cobertura escura, espessa e super amarga, que completava a torta como uma coroa.

Numa bocada só!

Numa bocada só!

Mesmo pedindo o doce em porções mini – que eram cerca de trinta lindos cheesecakes que pareciam de brinquedo – tive que me segurar para não comer tudo de uma vez.

A única coisa ruim é que o projeto chegou ao fim e se bobear, o meu sabor foi um dos últimos a serem entregues. Será que Luana Azeredo não pensa em abrir uma “cheesecakeria” por aí?

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Sanduíche de Pernil

Setembro,29 , 2009 · 3 Comentários

No domingo me deu vontade de comer um sanduíche de pernil.

Confesso aqui que sou fã, doido, louco, tarado mesmo por um sanduíche daqueles bem feitos, com o carne bem macia, aquele molho que ficou assando junto com o pernil, embrulhado por um pão fresquinho. Não consigo pensar em nada melhor, juro.

Saí pela Peixoto, subi a Augusta e fui em direção ao BH, que fica ali na esquina na mesma rua com a Luís Coelho, pertinho da Av. Paulista. Sentei no balcão e fiquei olhando o movimento.

Coladinho no balcão

Você que está aí lendo e que só vai a restaurante emperequetados, cuidado! Esse post não é para você! Ainda é tempo de parar de ler e ir comer alguma coisa nos jardins ou Higienópolis, mas garanto que você vai estar perdendo uma das melhores coisas da vida.

Não fiquei enrolando muito e pedi de cara o sanduba. A coisa toda também é bem rápida, sendo que você vê todo o processo de criação, que eu adoro. Corta pernil, pernil na chapa, pernil no pão, você feliz. O processo não demora mais do que 5 minutos e o que chega pra você, é issoSanduba de Pernil

Pão torradinho, fatias fininhas de carne suculenta junto com o molho que assou todo o tempo junto com o pernil e queijo. E é isso. Ataquei e fui comendo em paz. A carne tá escapando por um canto do pão? Empurra ela com o dedo de volta. Pingando gordurinha do dedão? Chupa o dedo. Não vale nenhum tipo de censura o pudor, o que importa é aproveitar.

Depois de tudo não tem mais nada o que dizer.  Só alegria.

O final da festa

 

BH

Rua Augusta 1533, São Paulo

Telefone: (11) 3283 3653

Aberto todos os dias, o tempo todo, sempre

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Brincando de Gaudí

Setembro,10 , 2009 · Deixe um comentário

Aconteceu agora pouco aqui em casa.

Queria comer um macarrão no jantar. Nada demais, só mesmo no azeite, com uma pimenta moída na hora e estava de bom tamanho. Coloquei a água no fogo empolgado e comecei a procurar por aquele macarrão, quase místico na sua dispensa, que você jurava que estava lá. Acontece que a massa está lá realmente, mas não se tratava de bavette ou mesmo bucattini. Era um pacote de massa de lasanha. Motivado pela fome e sendo alimentado nesse momento pela preguiça, resolvi usar aquela massa mesmo, só de um jeito diferente.

Primeiro cozinhei as placas de massa em água fervente, com sal e um fio de óleo. Cuidado para não cozinhar muito! As placas de massa têm que ficar um pouco firmes ainda, ou seu macarrão vai ficar mole e de dar pena no final. 

Não pode cozinhar muito!

 

Desligue então o fogo e com a ajuda de uma pinça, retire cada placa de massa de uma vez, colocando sobre uma tábua.

Na tábua

 

Daí então é só alegria. Com a ajuda de uma faca bem afiada – o detalhe é importante, se não a chance de rasgar e grande – corte a massa em formas geométricas, ou em triângulos ou como você achar melhor. Não tem que ser de um jeito só, qualquer um vale.  Não fique viajando muito nas formas, pois você tem que cortar todas as placas que ainda estão na panela antes que elas atinjam o ponto certo.

Brincando de Galdi

 

Depois de fazer os cortes coloque os pedaços de massa em um bowl grande, cheiro de água gelada e um fio de óleo. A água gelada vai fazer com que a massa pare de cozinhar e o óleo, que os pedaços não grudem uns nos outros. Espere cerca de 3 minutos, mexendo com movimentos leves os pedaços de massa com as mãos. Escorra e está pronto pra usar, como você quiser.

Assim ela não passa!

 

O que a fome e preguiça não fazem.

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Guanabara

Setembro,1 , 2009 · 2 Comentários

Contrariando o São Paulo Restaurant Week fui almoçar em uma tradição paulistana. Nada de restaurantes hypadinhos com um pé direito de dezessete metros assinado por algum arquiteto que aparece na tv, aonde os garçons batucam o seu pedido em um palm e voltam a mesa com alguma coisa que supostamente deveria ser comida, mas não passa de gelatina, espuma e toda aquela baboseira tecnoemocional.

Hoje era dia de sol, chapéu panamá e ir dar uma volta no centro velho de São Paulo.

Sem pestanejar me pus pronto, saí de casa e comecei a descer a Augusta.

Descendo!

 

Desci até o final sem pressa nenhuma. Passei o viaduto nove de julho…

Pela 9 de Julho...

 

E depois pela praça Ramos de Azevedo…

Pela Praça Ramos de Azevedo...

 

Continuei reto, até aparecer lá no começo da Av. São João…

Pela Av. São João...

 

Pra finalmente chegar até o Guanabara.

Pra chegar aqui!

 

O Guanabara é um daqueles lugares que eu amo. Parece que o tempo parou e você pode viver a verdadeira essência do restaurante, o que ele é e realmente representa. Um serviço honesto e atencioso, uma comida que lembra a da sua mãe em um ambiente simples que ressalta os prazeres de se comer bem. E só.

Tradição

 

É um daqueles lugares que você acha que não existem mais, com coisas que realmente não existem mais. Quem é que já viu por aí um armarinho de butiquim, recheado com empadinhas, coxinhas e croquetes?

Armário de quitutes

 

Comecei os trabalhos pedindo um chopp que desceu como o paraíso, acompanhado de uma coxa creme. Muita gente por aí deve torcer o nariz, mas por aqui ela é famosa e rainha absoluta.

Covardia...

 

Dei uma olhada no cardápio, mas não estava com vontade de comer um prato, ainda mais com o calor que estava fazendo no centro hoje. Preferi atacar um tradicional Bauru, daqueles com o rosbife bem molhadinho.

Baurú!

 

A sobremesa não podia ser mais tradicional, um pudim de leite que derretia na boca e revelava milhares de bolhinhas de ar. Um despautério de gostoso.

Pudim de Leite

E foi isso. Restava agora era coragem de levantar e fazer todo o caminho de volta.

Fim da festa

 

Pelo menos ainda tinh o sol.

Bar e Restaurante Ao Guanabara

Av. São João 128 (pertinho do prédio do Banespa) – Centro                                   Fone: 3228-0958

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São Paulo Restaurant Week

Agosto,31 , 2009 · 1 Comentário

Hoje começa o meu evento favorito na cidade. Melhor que show do Aphex Twin, dançar até cair ou cafuné é o São Paulo Restaurant Week.

Vou confessar que nunca fui a nenhuma edição do evento, já que antes estava com a barriga encostada no fogão, tentando domar o fluxo bizarro de comandas que chegavam até a cozinha. Estando agora tudo mais tranquilo, vou aproveitar para conhecer até que ponto a criatividade pode ir por um menu de três pratos a R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar. E não precisa correr! A “week” começa agora na segunda, dia 31 de Agosto e vai até o dia 13 de Setembro.

Também é uma ótima oportunidade de ajudar a Fundação Ação Criança, que desde 1996 combate no Brasil a desnutrição em crianças carentes com idade entre 0 e 7 anos, período onde ocorrem as principais formações físicas, psicológicas e motoras de cada indivíduo. Do preço total cobrado pela refeição , cerca de R$ 1,00 é destinado a Fundação Ação Criança, que já arrecadou ao total mais de R$ 120.000,00 desde 2007, ano em que o Restaurant Week chegou por aqui.

Entre os mais de duzentos restaurantes que vão participar do evento, procurei escolher aqueles que dão mais atenção aos ingredientes brasileiros. Eles estavam bem escondidos esse ano, já que a maioria dos restaurantes irá servir pratos de origem francesa por causa do ano na França no Brasil.

Os lugares que vão receber a visita do moço de braço listrado são:

 

Ají Restaurante – Almoço e Jantar
Rua Bela Cintra, 1709 – Jardins – São Paulo
Telefone: (11) 3083-4022

Deixando de lado suas influências andinas, Checho Gonzáles prepara uma interessante Brandade de Galinhada com Quiabo e Couve Frita que vale a pena prestar atenção.

 

Brasil a Gosto – Almoço
Rua Professor Azevedo Amaral,70 – Jardim Paulistano – São Paulo
Telefone: (11) 3086-3565

O que me chamou a atenção nesse menu foi uma entrada de Salada de folhas verdes, molho de coalhada e mini biscoito de polvilho. Nunca pensei encontrar em uma salada um quitute que comia na praia. Grande sacada de Ana Luiza Trajano                                       

                                                                                                  

Emprestado – Almoço e Jantar                                                                                                  Rua Mourato Coelho,992 – Vila Madalena – São Paulo
Telefone: (11) 3034-0214

O que adoro nesse restaurante é a idéia de pegar pratos famosos de diversos restaurantes de todo o Brasil e juntar tudo. Só assim mesmo para poder provar o Picadinho de Tambaqui, servido com arroz de Jambú, banana frita e farofa, do Lá em Casa, de Belém do Pará.  

 

Mocotó – Almoço
Av. Ns Senhora do Loreto, 1100 – Vila Medeiros – São Paulo
Telefone: (11) 2951-3056

A idéia do Restaurant Week não fica muito bem no Mocotó. Não pelo fato do restaurante ser ruim, longe disso! É que os preços já são tão baratos que o menu promocional não faz muito efeito. De qualquer forma, ótima oportunidade para provar o Cabrito ao Molho do São Francisco com Cuscuz e Legumes Caipiras ou a saladinha de Feijão-verde com Queijo-de-Coalho e Castanha de Caju.

E da-lhe chazinho na digestão!

São Paulo Restaurant Week

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Os tais Mangaritos

Agosto,14 , 2009 · 1 Comentário

Há algum tempo venho acompanhando no blog da Roberta Sudbrack o seu entusiasmo e curiosidade sobre o mangarito. Foi recebido no restaurante da famosa chef com a maior das alegrias e de pronto posto a testes e experimentações dos mais variados. Torrar, secar, cozinhar e o que mais fosse possível com o novo ingrediente.

Para ser sincero eu nunca tinha ouvido falar sobre o tal, nem visto nenhum por aí. Imaginava que seria uma fruta ou legume parecido com uma trufa, mas para minha surpresa, o mangarito é algo nosso, completamente brasileiro e que infelizmente está quase desaparecendo.

O Xanthosoma sagittifoliun, nome científico do mangarito é uma planta da família das aráceas e apresenta três variedades com folhas macias como verduras e tubérculos de sabor agradável quando cozidos. O mangarito dedo-de-negro é constituído de muitos tubérculos pequenos, é preto e semelhante a um polegar. Já o mangarito branco tem tubérculos do tamanho de uma noz e de cor clara e os mangaritos roxos são arredondados e castanhos, de coloração purpúrea. As duas últimas variedades são as mais cultivadas e mesmo que o mangarito roxo seja mais nutritivo e contenha mais gordura que o mangarito branco, não é considerado mais saboroso que o último, que produz raízes maiores.  

Os mangaritos se desenvolvem melhor em regiões de clima quente e em solos férteis e secos. Seu plantio acontece entre os meses de Agosto e Outubro e sua colheita do mês de Maio até Agosto. Ao contrário de outros tubérculos que se conservam por anos dentro da terra, como a taioba, o mangarito deve ser colhido anualmente, já que se deteriora com facilidade.

O único produtor de mangarito que encontrei é o Sr. João Lino Vieira, um sertanejo de origem humilde e criado em uma fazenda de café. Desde criança ele se lembra de quando sua mãe preparava de uma forma muito simples e com os ingredientes disponíveis aquelas “batatinhas” que chamavam de mangarito, o qual nunca saiu da sua cabeça.

Quando comprou um pequeno sítio na cidade de Sarapuí, perto de Sorocaba,  imediatamente começou o cultivo do mangarito mesmo sem ter o conhecimento de como faze-lo. Durante quatorze anos, fracasso depois de fracasso, o cultivo do mangarito foi se afinando. No ano de dois mil e um, com o cultivo a pleno vapor, João teve a idéia de anunciar sua produção no suplemento agrícola no Estado de São Paulo, que para a sua surpresa teve uma avalanche de interessados no tubérculo, tanto para consumo como também para plantio.

Os mangaritos podem ser conferidos no restaurante da Roberta Sudbrack no Rio, em uma versão bastante interessante de ravióli de mangarito, o qual foi servido nos últimos dias ao grande maestro indiano Zubin Metha, que pediu para repetir o prato.

Aqui em São Paulo não vi ninguém ainda aprontando nada com os mangaritos…Na verdade não conheço ninguém que tenha coloca as mãos neles…Quem será o primeiro?

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A Gastrite Nossa de Cada Dia

Agosto,13 , 2009 · 1 Comentário

Deve ser horrível ter gastrite. Eu sou bem tranqüilo nesse ponto, posso comer de tudo a qualquer hora que raramente passo mal. Diferente do avestruz que vos escreve, minha amiga Andrea Beulke sofre constantemente com a tal doença, mas com o tempo aprendeu alguns truques e claro, receitas para não morrer de fome enquanto seu estomago tenta se recuperar.

 Mas deixemos de papo, com a palavra, a enferma.

 Vai que é sua Andrea.

 

Para você que esta morta de dores de estômago como eu, segue uma receitinha buena para ficar com a barriga forrada.

 

Frango Salve-Salve

 

Ingredientes:

 - 1 cenoura crua ralada

 - 1 beterraba crua ralada

 - ¼ de um brócolis

 - ¼ de uma couve-flor

 - ¼ de uma abóbora em cubos

 - 10 ervilhas tortas

  - 2 Filés de frango

 

Modo de preparo:

Cozinhe no vapor a couve-flor, o brócolis, a abóbora e a ervilha torta, até que fiquem macios. Reserve.

Coloque em uma panela os filés de frango já temperados com sal à gosto e cubra com água. Leve a panela ao fogo até que a água ferva e os filés de frango estejam cozidos e macios, o que deve levar cerca de dez minutos. Retire então os filés do fogo e com a ajuda de um garfo, os desfie finamente.

Organize os vegetais e o frango em um prato de uma maneira que lhe incentive a comer, contrariando as dores pungentes da sua gastrite. Decore com azeite a gosto, mas nada de pimenta-do-reino moída, ou você vai se retorcer de dor depois de algum tempo.                

Super fácil e saudável. Caso tenha sobrado algum dos ingredientes, guarde na geladeira em um pote bem tampado. Com a mesma base você faz uma canja em cinco minutos do final do dia.

 Mas isso eu deixo para outra gastrite…

Prato livre da gastrite

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